O Corinthians das pistas
Não sei se vocês viram, mas tenho certeza de que ficaram sabendo.
Eu tive o desprazer de ver ao vivo. E quase chorei. De raiva, de vergonha, de decepção.
O Rubinho ia vencer de ponta a ponta. Ia tocar o Tema da Vitória e o Hino Nacional. Eu estava gritando, feliz.
Schumacher vence mais um Grande Prêmio.
Aconteceu de novo. Rubinho vestiu a camisa da empresa. Cogitava-se sua saída da Ferrari, seria a liberdade, enfim. Mas Rubinho vestiu a camisa da empresa. E, pior, o Xumi saiu de bom desportista dando o troféu pro Rubinho. Se ele fosse bom desportista não teria cruzado a linha em primeiro.
Eu sempre tive a suspeita de que a Ferrari, para conseguir desempenho tão superior ao das outras equipes, concentrava investimentos em um carro só. Pra mim, ainda é um mistério. Como esses contratos são um mistério. O que não é mistério (pelo menos desde a morte de Senna, dia em que a magia acabou) é qua a F1 também é podre. Como tudo o que envolve milhões. Trocaram a vida de Senna por dinheiro. E, hoje, trocaram os espectadores por dinheiro. A Ferrari é uma equipe corrupta, mas as outras também o são.
Hoje a Ferrrari, time de maior torcida da F1, trouxe um pouco de realidade para as nossas vidas. Não é só no futebol que acontecem esses absurdos. Não é só no futebol que sabemos e não sabemos porque acontecem esses absurdos. Não é só no futebol que pedimos o dinheiro do ingresso de volta.
Só pra ser um pouco clichê, estou muito triste.
(leia mais sobre a marmelada no blog do Luiz Gustavo)
